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O sol começava a se esconder atrás das altas montanhas que rodeavam a Cachoeira de Eldath. Quanto mais Eberk, o anão, Shiroshi, o druida, Guts, o ranger, Yoren, o gnomo alquimista e Morpheu, o elfo ferreiro, se aproximavam do barulho das águas se chocando às pedras, os uivos que os heróis ouviam há horas parecia os cercar mais e mais. O frio era, a cada passo, mais cortante e torturante do que nunca. A neve invadia suas roupas e suas botas. Chegando numa clareira, logo se depararam com uma Ninfa Sombria. Antes que pudesse praguejar contra os heróis, Yoren saltou para frente, com os braços esticados e bradou “preso em minha teia!”. Movendo os braços como se puxasse algo de baixo para cima, Yoren arrancou magicamente teias de aranha do chão que prenderam a Ninfa no pinheiro que estava logo atrás dela. Com a criatura controlada, Guts desembainhou sua espada bastarda e, com um golpe de misericórdia, decapitou a Ninfa. Mais a frente, logo quando eles chegaram ao que deveria ser um dos lados de uma pequena ponte, avistaram deitado, do outro lado da ponte, um homem. Gutz esbravejou e acordou o bárbaro que, assustado, levantou e se tornou um lobisomem alto, forte e com os dentes brilhantes. Tinha o pelo branco como a neve e suas patas eram grandes com garras afiadas. A fera marcou corrida e, na hora de pular, mais uma vez Yoren lançou suas teias e prendeu a fera. Mas seu uivo chamou um Homem Leopardo que, se transformando enquanto corria pelas escadas que subiam de uma caverna, saltou para cima de nossos heróis. Rapidamente, Eberk ergueu seu escudo e impediu que a besta chegasse ao outro lado da ponte, bloqueando-o e arremessando-o no rio. Enquanto o Homem-Leopardo nadava para as margens do rio, um homem quase nu apareceu, segurando um machado e com uma feição bestial. Seu urro foi engrossando e logo estava na frente do quinteto um Urso tão grande quanto possa se imaginar. Arremessou seu machado na direção do grupo e saltou. Começou aí uma batalha violenta. Pouco a pouco os heróis conseguiram vencer o Lobisomem, o Homem Urso e Homem Leopardo. Mas o perigo estava apenas começando. Quando a ponte foi montada, os cinco aventureiros a atravessaram e logo a estrada ia descendo, passando pela cachoeira até chegarem ao lago. Alguns metros adiante, uma pequena ilha se destacava. Nela, um mulher bonita estava amarrada em uma árvore. O patrulheiro da equipe logo se dispôs a averiguar a situação. O clima de tensão e aura da mulher não animaram Guts. Com peso na consciência sem saber se o que estava fazendo era certo, o patrulheiro desembainhou sua espada. O rosto bonito dela, dormindo e chorando ao mesmo tempo, seguravam a mão de Guts, mas o medo causado pelo avanço dos lobos e o recente ataque empurravam seu braço para baixo. Quando olhou para cima, viu, no alto da cachoeira, uma mulher lince descendo a estrada íngreme e seus companheiros entrando em batalha com um grupo de lobisomens. Essa licantropa, provavelmente uma adoradora de Malar, estendeu seu braço, tocando na cachoeira, e logo toda a água que havia ali era sangue. Sangue escuro, que fedia, esbugalhando os olhos dos nossos heróis e rasgando o uivo dos lobismens sedentos por mais. O terror tomou conta de Guts que, arriscando, decepou a mulher. Quatro lobisomens avançaram e mais sangue jorrou. Eberk posicionou seu escudo na estrada colada à montanha da cachoeira, barrando com a ajuda do peso do seu corpo e de sua armadura a investida dos inimigos (entre Eberk os inimigos, um buraco poderia levar quem não se cuidasse para o fundo do lago). Morpheu saltou por cima do anão e atacou um dos lobisomens que atacava o guerreiro dos Anfíbios de Pedra. Enquanto isso, Yoren se escondeu atrás de Eberk e Shiroshi foi ajudar o anão na barricada. Vindo de baixo para cima, Shiroshi apoiou o seu cajado no chão e se arremessou contra o primeiro lobisomem, acertando-o com sua cimitarra. Mas este, em um contra-ataque furioso, agarrou Shiroshi pela perna e os dois juntos caíram no lago. O druida submergiu coberto de sangue, ferido, enquanto Eberk e Morpheu tentavam proteger seu território. Derrubaram um a um os lobisomens; mas, em batalha, Morpheu se atrapalhou e também foi jogado para o fundo do lago. Algumas feridas feitas nos lobisomens fechavam logo após serem abertas, aumentando ainda mais a tensão do quinteto. Guts correu para ajudar seus amigos, e, na pressa de assisti-los, não viu que um dos lobisomens havia mergulhado e saído perto dele. A batalha no lago de sangue não mostrava as feridas, que se confundiam com o que, segundos antes, era água. Guts e o lobisomem empreenderam um duelo épico, terminando com um golpe lateral do ranger no pescoço do seu inimigo, arrancando a cabeça de lobo para longe do seu corpo de homem. Yoren, perdido sem suas magias e acuado pela ferocidade dos atacantes, tentou agir: uma caverna se abria na parede da cachoeira, logo à esquerda de Eberk, portando várias estalagmites. Com dificuldade, tirou da bolsa de Eberk, enquanto o anão duelava com um lobisomem, a corda. Amarrou-a em uma estalagmite e, na tentativa de laçar a licantropa, acabou laçando a maça do próprio Eberk. Viu que a seguidora de Malar estava muito longe e teve que desamarrar a corda da estalagmite. Numa segunda tentativa, o gnomo conseguiu acertar o pescoço da licantropa. Era a vez do anão agir: vendo a fragilidade da posição da opositora, Eberk agarrou a corda e saltou para o lago abaixo deles. Não tendo reflexo para a defesa, a mulher lince teve o pescoço quebrado instantaneamente com o solavanco da corda. O lago voltou a ser cristalino. Os lobisomens, vendo sua líder abatida e o sangue transformado em água, foram sendo aniquilados. No final da batalha todos estavam feridos, mas vivos. Já os lobisomens não tiveram tanta sorte. O lago mais lembrava o começo da batalha de tanto sangue. Onde antes viam lobos ferozes, agora repousavam boiando nas águas homens comuns, transformados de volta quando seus corações pararam de bater.

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